156 Acesso àInformação

Programas em ação

Programas em ação

Apenas em 2021, Tecnoparque garante R$ 30,4 milhões em investimentos para empresas

Mesmo com a pandemia, o programa Tecnoparque da Prefeitura já garantiu apenas neste ano R$ 30,4 milhões em recursos para investimentos de startups e empresas de Curitiba. O valor é referente à desoneração oferecida pelo município às empresas inscritas, entre janeiro e maio deste ano, com a redução de 5% para 2% no Imposto Sobre […]

compartilhe
Sócios e equipe da startup BrBatel, que em 2021 ingressou no Tecnoparque. Foto: Divulgação

Mesmo com a pandemia, o programa Tecnoparque da Prefeitura já garantiu apenas neste ano R$ 30,4 milhões em recursos para investimentos de startups e empresas de Curitiba. O valor é referente à desoneração oferecida pelo município às empresas inscritas, entre janeiro e maio deste ano, com a redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS).

Desde 2018, quando o programa foi relançado pelo prefeito Rafael Greca, R$ 162,4 milhões ficaram nos caixas das empresas beneficiadas pelo Tecnoparque, que estão reinvestindo nos próprios negócios.

Todas as empresas enquadradas no Tecnoparque precisam aplicar os recursos no desenvolvimento de novos produtos e serviços, na implantação de processos inovadores e na contratação de mais funcionários.

O Tecnoparque é vinculado à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, órgão ligado ao município e responsável pela política de empreendedorismo do Vale do Pinhão.

Atualmente, 104 empresas são beneficiadas pelo Tecnoparque, que geram 15,7 mil empregos e faturam R$ 5,7 bilhões.

Entre as empresas e startups enquadradas no Tecnoparque estão Olist, Doctoralia, Contabilizei, Hilab, Checkmob, Juno, James Delivery, Direção, Horizons, Rentcars, Send4, Anthor, Omnichat, BrBatel, Positivo Informática, Seccional, Quanta, Pelissari e MadeiraMadeira, esta última um dos dois unicórnios de Curitiba e do Sul do Brasil (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão).

Segundo Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, o Tecnoparque é uma importante ferramenta de política pública do município para impulsionar o crescimento das empresas, do mercado e do giro da economia.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba. Curitiba, 01/05/2019 – Foto: Daniel Castellano / SMCS

“Enquanto o município abre mão de uma parte do recolhimento do ISS em prol do crescimento econômico e social, as empresas usam os recursos na melhoria de processo, em novas contratações, na renovação da infraestrutura e no desenvolvimento de tecnologias inéditas”, argumenta Cris.

Exemplos

Inscrita no Tecnoparque em 2021, a fintech curitibana BrBatel foi fundada no ano passado e oferece um marketplace de crédito que conecta grandes e médias empresas com instituições financeiras que querem emprestar. A startup trabalha com empréstimos a partir de R$ 5 milhões e mais de R$ 800 milhões já foram operacionalizados através da plataforma da BrBatel, que atualmente conta com 30 clientes.

Sócio fundador e CEO da BrBatel, Gabriel Nasser conta que a startup decidiu ingressar no Tecnoparque para poder aplicar os recursos da desoneração no desenvolvimento de novas tecnologias para a plataforma e também na contratação de novos funcionários.

“Nosso propósito é transformar a maneira como as empresas captam crédito no Brasil. Realizamos as melhores operações de crédito do mercado, seja reduzindo o custo, aumentando o prazo ou carência e adequando melhor as garantias”, observa ele.

Maior administradora independente de consórcios do Brasil nos segmentos de imóveis e de veículos pesados, a Ademicon ingressou no Tecnoparque no fim de 2020 através de sua divisão de tecnologia, a Ademitech.

Tiago Jesuíno, diretor de tecnologia (CTO) da Ademicon. Foto: divulgação

“Com o incentivo fiscal do Tecnoparque, vamos investir R$ 10 milhões diretamente em tecnologia e contratações nos próximos dois anos”, revela Tiago Jesuíno, diretor de tecnologia (CTO) da Ademicon.

Como parte da estratégia de avançar no desenvolvimento de sistemas mais digitais e inteligentes, a Ademitech já adquiriu a startup Conguru, que realiza comparativos entre as opções de consórcios e possui uma tecnologia de ponta desenvolvida especialmente para o segmento. “Nosso principal objetivo é transformar a Ademicon em uma empresa de tecnologia que vende consórcios”, afirma Jesuíno.

Novas adesões

Gestor técnico da Agência Curitiba e coordenador do Tecnoparque., Marlon Alves Cardoso explica que para participar do programa municipal a empresa interessada deve entrar em contato com o órgão e apresentar um projeto para análise técnica do Comitê de Fomento (Cofom) — formado por entidades do setor público e da sociedade civil organizada (como UFPR, PUCPR, UFTPR, Fiep, Sebrae, ACP entre outros).

“O Tecnoparque é uma forma de garantir apoio financeiro a empresas de base tecnológica. A renúncia fiscal acaba sendo um importante propulsor para a pesquisa e desenvolvimento e, consequentemente, para a geração de emprego na nossa cidade”, reforça ele.

Entre os setores considerados estratégicos para adesão ao Tecnoparque estão biotecnologia, microtecnologia, saúde, telecomunicação, equipamentos de informática, desenvolvimento de software, gestão de dados, tecnologia da informação (TI), design, laboratórios de ensaios e testes de qualidade, instrumentos de precisão, automação industrial e ecommerce.

Durante o período de pandemia tanto a inscrição de projetos quanto o processo de aprovação estão sendo realizados on-line.

NOTÍCIAS RELACIONADAS