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Com recursos garantidos, Curitiba terá primeiro edifício inteligente público em 2022

O bairro Rebouças vai ganhar, dentro de dois anos, o Centro de Inovação de Curitiba, o primeiro edifício inteligente público da capital. A nova ala do Engenho da Inovação, sede da Agência Curitiba de Desenvolvimento, será totalmente sustentável, dentro dos parâmetros do Certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que credencia os chamados “edifícios verdes” […]

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O Moinho da Inovação será o primeiro prédio público de Curitiba (e o segundo no Brasil) com certificação internacional de sustentabilidade. Ilustração: IPPUC

O bairro Rebouças vai ganhar, dentro de dois anos, o Centro de Inovação de Curitiba, o primeiro edifício inteligente público da capital. A nova ala do Engenho da Inovação, sede da Agência Curitiba de Desenvolvimento, será totalmente sustentável, dentro dos parâmetros do Certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que credencia os chamados “edifícios verdes” ao redor do mundo.

O projeto executivo do Centro de Inovação de Curitiba já está sendo executado, após licitação da Prefeitura, e a concorrência pública para a escolha da empresa que irá fazer a obra deve ocorrer no primeiro semestre de 2021. A previsão é que o novo edifício seja inaugurado em 2022.

A Prefeitura vai investir R$ 11 milhões no prédio inteligente, recursos do programa Financiamento para Infraestrutura e Saneamento (Finisa) da Caixa Econômica Federal. 

O Centro de Inovação de Curitiba vai ocupar o antigo edifício “Escher”, nome dado à construção do início do século 20 por produzir efeito ótico que remete aos padrões geométricos do artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972). O prédio fica na esquina das Ruas Engenheiros Rebouças e Piquiri. 

“Vamos transformar o Escher em um grande hub de inovação, onde todos os curitibanos poderão desenvolver, validar e compartilhar boas ideias e transformá-las em produtos e serviços para todos”, afirma o prefeito Rafael Greca.

A presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi, destaca que o Centro de Inovação de Curitiba será um espaço de conexão de todo o ecossistema da capital.

“O novo Escher vai permitir aos empreendedores, startups, empresas, universidades e outros integrantes do Vale do Pinhão um fluxo de comunicação constante, impulsionando o processo criativo e inovador”, prevê.

Cris lembra ainda que a transformação do antigo edifício “Escher” no Centro de Inovação de Curitiba é mais um exemplo das ações do município para revitalizar regiões da capital, uma das missões do Vale do Pinhão, o movimento da Prefeitura e do ecossistema de inovação para levar o desenvolvimento sustentável para toda a capital. 

“Assim como o Cine Passeio, o Centro Rebouças de Inovação e Aceleração e o resgate de edifícios históricos através do Rosto da Cidade, o novo Escher será um símbolo desta união da população, da iniciativa privada e do poder público no resgate de regiões de Curitiba que precisam de requalificação urbana”, justificou. 

Coworking e FabLab

O Centro de Inovação de Curitiba vai respeitar a estrutura já existente e ganhará quatro pavimentos e uma cobertura do prédio. Na parte interna, os pavimentos terão por base uma estrutura metálica de forma a garantir a segurança e a estabilidade da edificação.

Em uma área total de 2.179 m², o novo difício irá reunir auditório com 70 lugares, dois espaços para eventos e exposições, FabLab, banheiros e área de circulação. O local terá ainda capacidade para abrigar 170 postos de trabalho nos ambientes de coworking.

LEED Platinum

Responsável pelo projeto inicial, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) idealizou um Centro de Inovação de Curitiba autossuficiente, que irá seguir os critérios do selo LEED Platinum de sustentabilidade, a mais alta da certificação internacional, no que diz respeito a conforto térmico, à iluminação natural, à captação de água de chuva, a pouca geração de resíduos no processo construtivo e ao uso de energia solar.

Para garantir a entrada de muita luz natural e redução de consumo de energia, será feita uma abertura na laje da cobertura e em todos os pavimentos, permitindo a visualização do espaço como um todo e preservando assim as características internas do prédio.

No Ippuc, o projeto inicial foi conduzido pelos arquitetos Lisiane Soldateli Vidotto e Paulo França.  
 

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