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Empreendedora deixa multinacional para unir arte, cores e poesia em negócio com propósito

Faça o que te faz bem! A frase que  sempre foi inspiração para Mirian Regina de Moraes também ajudou no momento em que decidiu mudar o rumo profissional. Saiu de uma multinacional para vender acessórios, primeiro online e mais recentemente em  uma loja colorida e cheia de inspiração, em Curitiba.  Formada em biotecnologia e com carreira em […]

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Faça o que te faz bem! A frase que  sempre foi inspiração para Mirian Regina de Moraes também ajudou no momento em que decidiu mudar o rumo profissional. Saiu de uma multinacional para vender acessórios, primeiro online e mais recentemente em  uma loja colorida e cheia de inspiração, em Curitiba. 

Formada em biotecnologia e com carreira em uma multinacional, ela percebeu que o mundo corporativo já não fazia mais sentido. O desejo de mudança, aliado ao amor pelas cores, pelo fazer manual e pela escrita, deu origem à Arte ao Vento, marca que une acessórios e poesia.

“Eu amava o ambiente, os colegas, mas eu estava no lugar errado. Era como um peixe fora d’água. Sentia que tinha mais para contribuir e um vazio que ainda não tinha acessado”, conta Mirian.

Durante um período de reflexão na casa dos pais, em Toledo, oeste do Paraná,  Mirian fez algo simples e decisivo. Listou seus talentos, habilidades e tudo o que sabia fazer com as mãos. Costura, criatividade, vaidade, sensibilidade estética. A partir daí, começou a testar os primeiros produtos ainda no interior do Paraná. O início foi com pulseiras de macramê, antes mesmo de a técnica se popularizar, e logo ela passou a vender online. Foram nove anos de vendas pela internet, até a abertura da loja física no bairro Capão da Imbuia, há cerca de um ano.

“Pouca gente pergunta como você se sente quando faz o que faz. A resposta para mim sempre foi felicidade. A gente procura muito fora o que o mercado quer, mas precisa fazer algo que goste, porque isso vira rotina. É todo dia”, afirma. 

O encantamento pelas cores surgiu naturalmente: “Quando introduzi as cores nas pulseiras, lembro até hoje da satisfação de olhar aquilo pronto. Foi uma resposta imediata.”

Poesia como opção de presente

Com o tempo, a poesia encontrou  seu lugar no trabalho da artista. Mirian já escrevia sobre a vida nas redes sociais e começou a receber retornos de pessoas que se sentiam tocadas pelas palavras. Após a pandemia, veio o desejo de entregar algo ainda mais profundo aos clientes. “Eu pensei no que eu tinha de mais bonito para oferecer. Eram as palavras.” A primeira poesia virou um pequeno rolinho, acompanhado de um pingente da marca, entregue como presente.

Quem compra online ou na loja física recebe, dentro da caixinha de presente, um texto surpresa. “Não é só um colar ou uma pulseira. É uma palavra de aconchego, de acolhimento. Vira uma experiência. Cria expectativa, cria afeto”, diz a empresária.

História reconhecida

Esse olhar sensível para a própria trajetória foi um dos motivos que levaram Mirian a participar do Concurso Meu Negócio, Minha História, da Prefeitura de Curitiba,  no qual ficou em primeiro lugar. 

“Foi a primeira vez que, fechando esses dez anos, eu vi valor na minha história. Todo mundo consegue contar sua trajetória de um jeito vencedor. A gente, especialmente artesãos e artistas, costuma não enxergar o próprio lado vitorioso”, diz a empreendedora.

Para quem deseja empreender, Mirian compartilha aprendizados importantes. “Validar o sentir é fundamental. Parece utópico, mas o corpo avisa quando algo não está bem. Felicidade também é termômetro. Outra dica é organização financeira. Eu não me organizei e foi muito difícil. Ter uma reserva ajuda na transição.” Ao mesmo tempo, ela defende a entrega total ao projeto. “Nunca tive plano B. Isso me deu força. Vai ter que dar certo. E deu.” E completa: “Entrega para o mundo. Não está perfeito, mas entrega. Saber a hora de parar é tão importante quanto saber a hora de começar.”

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