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Empresas de TI do Paraná têm 24 mil vagas para profissionais

Para fazer frente às necessidades, as empresas brasileiras vão necessitar de pelo menos 420 mil profissionais na área da tecnologia da informação até 2024. No Paraná, considerando apenas micro e pequenas empresas, são 24 mil oportunidades de emprego no setor. O assunto foi tema do Business Round de maio, realizado nesta terça-feira (18/5), totalmente on-line. A live […]

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A live de maio do Business Round foi transmitida pelo canal do Youtube do Vale do Pinhão.

Para fazer frente às necessidades, as empresas brasileiras vão necessitar de pelo menos 420 mil profissionais na área da tecnologia da informação até 2024. No Paraná, considerando apenas micro e pequenas empresas, são 24 mil oportunidades de emprego no setor.

O assunto foi tema do Business Round de maio, realizado nesta terça-feira (18/5), totalmente on-line. A live está gravada no canal do Youtube do Vale do Pinhão e o acesso é gratuito.

Além da dificuldade de encontrar mão de obra de TI qualificada, as empresas também penam para reter os profissionais. “O jovem quer ter um propósito de vida. Não quer apenas sentar e programar”, disse Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

Ela foi a mediadora do evento, que teve a participação de Vinícius Galindo de Mello, coordenador estadual de tecnologia do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Paraná (Sebrae/PR), do professor doutor Cleverson da Cunha, coordenador de Ambientes de Inovação da Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e de Jaime Linhares, analista da empresa Columbia TI e criador da publicação Guia do Conhecimento em TI.

Desenvolver as equipes

Para Vinícius Galindo de Mello, do Sebrae, as empresas precisam fazer o dever de casa e se preparar para desenvolver suas próprias equipes. “Pode até continuar tendo rotatividade, mas na outra ponta também vai se tornar mais atrativa para outros profissionais, que vão se sentir estimulados em trabalhar num ambiente que incentiva o aperfeiçoamento contínuo”, justificou.

Vinícius citou o Diagnóstico TIC-PR, um levantamento feito junto a 399 empresas e divulgado pelo Sebrae em janeiro deste ano, que aponta que 45% das pequenas empresas do Paraná sentem carência de mão de obra de TI. No entanto, apenas 10% das micro e pequenas empresas investem na capacitação profissional.

Falta ensino básico

O professor doutor Cleverson da Cunha, da UFPR, disse que a realidade do setor mostra a falta de pensamento estratégico da sociedade. “Sinto que existe uma esquizofrenia coletiva, algo descolado da realidade. Se nós queremos ser um pais vitorioso, de alta tecnologia, muito bem, mas qual é o investimento que foi feito para isso?”, indagou.

Ele citou a carência de escolas técnicas no País e a cultura da valorização da graduação em detrimento da formação técnica. “Eu valorizo muito o papel do Senai. Ele assumiu um papel, mas acho que isso é pouco ainda. No nosso futuro dominar a tecnologia da informação é importante? Então nós temos que plantar a semente”, sugeriu.

Na opinião de Cris Alessi, ter um ensino de base que prepare as crianças para a tecnologia é vital. “As nossas crianças precisam aprender robótica, se não quando chegar no funil da tecnologia não vão conseguir formar o pensamento lógico e sem isso não podem aprender linguagem de programação. Uma coisa leva a outra”, apontou.

Os participantes também concordaram quanto às iniciativas do poder público e da iniciativa privada são importantes para abrir caminhos para formação de mão de obra na área da tecnologia de informação, já que as universidades não dão conta de atender sozinhas a demanda do mercado.

Guia de TI “bombou”

Uma das ações mais citadas do setor privado partiu de um dos participantes do painel. Trata-se do Guia do Conhecimento em TI, desenvolvido por Jaime Linhares, analista da empresa Columbia TI . O guia é uma ferramenta totalmente gratuita que dá o caminho das pedras para quem quer se aperfeiçoar na área.

“Eu tive a ideia de montar este guia porque muita gente me perguntava se sabia indicar algum curso na área. Em 2019, fiz uma compilação de vários links de cursos gratuitos e pagos e publiquei no Facebook”, explicou Jaime.

O primeiro impacto não foi muito animador, mas em 2020 com a pandemia do coronavírus, a procura pelo guia teve grande repercussão.

“Na terceira edição que foi lançada este ano, aí explodiu de vez. Teve muito retorno. Sinceramente, não esperava que tivesse tanta repercussão assim. Tem gente de Moçambique que fala que está usando o guia”, comemorou.

O Guia do Conhecimento em TI já contabilizou mais 50 mil downloads e lista mais de 300 cursos gratuitos, sendo que 80% das indicações vieram pelas redes sociais Linkedin e Facebook.

Para ter acesso a programação de eventos de inovação associadas ao empreendedorismo basta acessar o site do Vale Pinhão.

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