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VP Fest debate como viabilizar negócio na era pós-digital

Empreendedores curitibanos e aqueles que almejam ter seu próprio negócio estão participando nesta sexta-feira (4/12) do 2° Festival de Empreendedorismo do Vale do Pinhão (2º VP Fest). O evento é on-line e gratuito e pode ser acessado através do link http://www.valedopinhao.com.br/festival. “Nós vamos abordar aqui como adquirir novas habilidades profissionais e como pensar seu negócio para […]

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Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

Empreendedores curitibanos e aqueles que almejam ter seu próprio negócio estão participando nesta sexta-feira (4/12) do 2° Festival de Empreendedorismo do Vale do Pinhão (2º VP Fest).

O evento é on-line e gratuito e pode ser acessado através do link http://www.valedopinhao.com.br/festival.

“Nós vamos abordar aqui como adquirir novas habilidades profissionais e como pensar seu negócio para o mundo digital”, disse a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Cris Alessi, durante a abertura do evento.

Palestras e loja virtual

As palestras começaram às 10h e prosseguem até 19h30. São painéis que tratam de gestão e inovação, e-commerce, gastronomia, sustentabilidade e comunicação digital.

Além das palestras, o Festival de Empreendedorismo também vai servir de vitrine para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte que passaram pela capacitação integral dos programas da Prefeitura na Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. 

“Este foi um ano difícil, de grandes mudanças para todos nós, mas mesmo assim temos muito a comemorar com o sucesso das nossas práticas, com o Bom Negócio, o Worktiba e todos os programas da Agência Curitiba voltados para capacitar e preparar os empreendedores”, disse Cris Alessi.

Mudança de mentalidade

O primeiro painel com o tema “O futuro é agora: crie, teste, invente”, teve como palestrantes Marcos Batista (Cofundador da Academia Exponencial e Mentor do reality Batalha das Startups) e a Head da revista Pinó da Gazeta do Povo, Andréa Sorgenfrei.

“Nós precisamos mudar a nossa mentalidade para a nova economia”, defendeu Marcos Batista. Para ele, não adianta só buscar novas habilidades e ter os recursos financeiros necessários para realizar os projetos. “Tem que mudar a forma de pensar, buscar uma mentalidade mais flexível. Muitos dos empreendimentos tradicionais estão falhando porque fizeram a coisa certa por muito tempo. Tudo porque nós continuamos pensando um padrão industrial”, explicou.

Concorrente invisível

Para Marcos Batista, o empreendedor deve ficar atento porque as mudanças estão acontecendo muito rapidamente. “Com a pandemia do coronavírus, as coisas se precipitaram ainda mais. Novos modelos de negócio estão sendo acelerados para entrar em cena. Então, o nosso concorrente é que o gente não vê”, explicou.

O mentor disse que uma prova de que as mudanças estão se processando muito rapidamente é que na história a humanidade levou 8 mil anos para evoluir para a era industrial, mas foram necessários apenas 200 anos para atingir a era digital e impressionantes três décadas para chegar ao pós-digital, estágio em que nos encontramos agora.

“O tempo de mudança está encurtando cada vez mais”, constatou. Para ele, a melhor forma de defesa é resignificar e pensar como produzir valores mesmo para quem não é cliente. 

“O problema que vai surgir logo ali na frente não é somente o desemprego, mas a inutilidade da pessoa. Por isso que nós devemos buscar uma causa”, alertou.

Transição difícil, mas vitoriosa

A transição das empresas para o mundo digital não é processo fácil, mas é um movimento que não tem volta. A head da revista Pinó, Andréa Sorgenfrei relatou a experiência da Gazeta do Povo, que fez esta mudança há quatro anos.

“Foi difícil e dolorido porque como disse o Marcos Batista, nossa mentalidade ainda estava na era industrial. Mas hoje os resultados falam por si: a Gazeta do Povo tem 18 milhões de visitantes únicos ao mês e somos o quarto veículo de imprensa do País. Nas eleições, atingimos 32 milhões de VU”, comemorou.

Crise é oportunidade

Sobre a revista Pinó, publicação de softnews da Gazeta do Povo, que comemorou um ano, Andréa explicou que o objetivo foi buscar levar conteúdo leve para público leitor de Curitiba sobre arquitetura, decoração, design, jardinagem e gastronomia.

“A pandemia nos acertou em cheio. Nós temos um evento do Prêmio Bom Gourmet que acontece sempre em setembro e o coronavírus parecia uma barreira impossível. Mas como se diz ‘crise é oportunidade’, criamos um ‘hack’ (hackathon) o primeiro do país no gênero, e foi um sucesso”, revelou.

Hackathon é um evento que reúne profissionais de determinada área em maratonas de trabalho com o objetivo de criar soluções específicas para um ou vários desafios.

Andréa também citou vários exemplos de start ups curitibanas que estão tendo projeção nacional em diversos ramos de atividade, como a Trok, Marketing for You, Conquer, Tamo Junto.

“Curitiba é um exemplo para o país em inovação. É preciso destacar o trabalho incrível que é desenvolvido pela Vale Pinhão”, elogiou.

Uma força para retomada

Outro painel de grande interesse para os participantes trouxe o tema “Fundo de Aval, empréstimo e consultoria para a retomada”. 

Letícia Justus, coordenadora do programa Curitiba Empreendedora, explicou os passos necessários para facilitar ao produtor, micro e o acesso ao crédito.

O Espaço Empreendedor que funciona nas administrações regionais de Curitiba é uma das portas para obter o fundo de aval. 

O Fundo de Aval Garantidor da Prefeitura de Curitiba já garantiu R$ 1.011.600,00 em empréstimos para empreendedores de Curitiba. A garantia é um dos maiores obstáculos no acesso ao crédito para quem tem um pequeno negócio. Para auxiliar o empreendedor na retomada, o Município aportou R$ 10 milhões na Garantisul, Sociedade de Garantia de Crédito contratada pela Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação para emitir as cartas de aval.

Vitrine de negócios

Além de tratar de assuntos de grande interesse dos empreendedores, o Festival de Empreendedorismo também conta com uma vitrine virtual para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte que passaram pela capacitação integral dos programas da Prefeitura na Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. 

Uma loja virtual da Olist Shops terá comercialização on-line de mais de 3 mil produtos e serviços de artesanatos; ambiente e decoração; fotos, livros e papelaria; saúde, beleza e bem-estar; gastronomia; moda e acessórios; brinquedos e jogos criativos; pets; turismo e startups.

Rentabilidade no cardápio

Uma das start ups que figuram lá é a SizeUP. Participante do Hackathon – Hack pela gastronomia do Bom Gourmet, a empresa está desenvolvendo um aplicativo que faz engenharia de cardápio.

“Nosso objetivo é aumentar a rentabilidade dos restaurantes ajustando o cardápio, explicou a CEO da SizeUP, Bárbara Moriel, que desenvolve o projeto junto com Douglas André Schmidt e Michel Thadeu Sabchuk. 

De acordo com Bárbara, a ideia surgiu devido à grande variação dos preços dos insumos. “Este aplicativo usa inteligência artificial levando em conta a variação de preços das mercadorias e vai apontar qual prato está trazendo rentabilidade para o restaurante”, explicou.

A ideia é colocar o produto à disposição do mercado em março de 2021, através da Play Store e Google Play. O público alvo são os restaurantes a la carte de porte médio e as pequenas franquias. Por enquanto, a empresa está testando um piloto na franquia Sirène Fish & Chips.

Mobilidade para cadeirantes

Outra start up que está na vitrine virtual é a Ploy Mobilidade e Segurança. De acordo com a arquiteta e urbanista Rebeca Paciornik Kuperstein, CEO da empresa, a Ploy desenvolve um dispositivo portátil, fácil de colocar que torna a cadeira de rodas mais segura, leve e estável no ambiente externo. 

“O objetivo é reduzir o isolamento involuntário da população de cadeirantes, permitindo escolhas de mobilidade e dando visibilidade à causa”.

De acordo com Rebeca, a ideia surgiu quando ela era voluntária em uma associação com 500 crianças de cadeiras de rodas e um amigo a convidou para correr com uma criança. “Eu sugeri para gente correr com umas 20 crianças, mas eu não sabia o que estava falando”, recorda.

Outro fato marcante na vida, foi ver a amiga Ana Paula ter que amputar uma das pernas. “Quando ela foi para casa, tinha uma janela aberta e veio uma lufada de vento e ela contou que sentiu uma sensação de liberdade. Por isso nosso mote é o vento na cara, o sorriso no rosto e a sensação de liberdade: pernas pra que te quero”, disse.

A Ploy produz adaptações para mobilidade urbana com cadeiras de roda. E realiza uma ação social que inclui crianças em corridas de rua conduzidas por corredores amadores.

De acordo com Rebeca, os planos para futuro são captar smart Money para dar mais visibilidade ao produto, ampliar a rede de parceiros e fornecedores e recursos para ampliar as ações de marketing, vendas e produção. 

Para realizar o 2° VP Fest, a Agência Curitiba de Desenvolvimento conta com a parceria da Fecomércio, Sebrae, Sistema Fiep, ONU Mulheres, Olist, Microsoft Team, Nobis, Universidade Positivo, Uninter, Unibrasil, Centro Europeu e Isae – Escola de Negócios.

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