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Hilab lançará laboratório portátil de exames ainda mais revolucionário

Apontada como uma das startups brasileiras mais atraentes de 2020, graças a seu laboratório de exames portátil conectado à internet, a healthtech curitibana Hilab vai lançar este ano um novo dispositivo portátil ainda mais revolucionário. O Hilab Molecular vai ampliar a capacidade de realização de novos exames usando metodologia de biologia molecular de segunda geração. […]

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Os novos exames serão feitos em uma hora com métodos menos invasivos, como amostra de saliva e de swab nasal (cotonete longo e estéril). Foto: divulgação

Apontada como uma das startups brasileiras mais atraentes de 2020, graças a seu laboratório de exames portátil conectado à internet, a healthtech curitibana Hilab vai lançar este ano um novo dispositivo portátil ainda mais revolucionário. O Hilab Molecular vai ampliar a capacidade de realização de novos exames usando metodologia de biologia molecular de segunda geração. Os novos exames serão feitos em uma hora com métodos menos invasivos, como amostra de saliva e de swab nasal (cotonete longo e estéril). O atual Hilab usa amostra de sangue.

“A Hilab enxerga a saúde no Brasil como cara e injusta, mas está empenhado em ajudar a mudar este quadro. Somos uma empresa criada por empreendedores locais e vamos seguir trabalhando para democratizar a saúde no país”, conta Marcus Figueredo, fundador e CEO da Hilab.

Desde 2018, a startup curitibana integra o Tecnoparque, programa municipal que oferece redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) a empresas que investem em tecnologia e inovação.

A Hilab nasceu em 2010 e vem crescendo ano a ano com seu dispositivo portátil de diagnóstico de doenças, considerado o menor laboratório do mundo. A tecnologia usa a inteligência artificial para realizar 20 exames como HIV, dengue, zika e hepatite, a partir de qualquer local. Em 2020, a startup curtibana lançou um teste rápido com o dispositivo para o novo coronavírus (covid-19) e a expectativa da empresa é ampliar número de testes disponíveis para cerca de 100 exames.

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A necessidade de isolamento social durante a pandemia da covid-19, inclusive, garantiu um grande crescimento no ano passado. Em 2020, a healthtech faturou R$ 200 milhões e teve um crescimento superior a 50 vezes no número de pacientes atendidos em relação ao ano anterior. “Antes da pandemia, nós estávamos em cerca de 250 cidades do país. Agora estamos em mais de mil cidades”, lembra Figueiredo.

Logo no início da pandemia, a Hilab se mobilizou para apoiar empresas e organizações, como Loft, Clube Athlético Paranaense, Sesi, além de estabelecimentos de saúde como as farmácias Pague Menos e Vale Verde, clínicas como a Davita, planos como Unimed e Porto Seguro, bem como órgãos públicos e comunidades em vulnerabilidade social por meio de projetos e ações como Favela Sem Corona e Bora Testar Rocinha.

“Aderimos à orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que é o testar, testar e testar. Por isso, trabalhamos bastante para que o teste estivesse disponível para o maior número de pessoas no menor tempo possível”, lembra o CEO da Hilab.

O laboratório portátil curitibano realizou mais de 2 milhões de exames apenas ao longo de 2020 e já estava disponível em grandes redes de farmácias como Pague Menos, Panvel, Nissei, Drogaria Araújo e Promofarma, mesmo antes da pandemia.

Para a Hilab, 2020 ainda marcou a entrada de dois novos fundos de investimento, em uma rodada Series B de US$ 10 milhões para compor o grupo de sócios atuais ao lado da Positivo Tecnologia, Monashees e Qualcomm Ventures. Os novos sócios são: a Península Participações e a Endeavor Catalyst. “Houve a fase das fintechs, a fase das startups de transporte, e agora é o momento das healthtechs”, comemora Figueiredo.

A startup da capital tem atualmente 219 colaboradores, com 90% atuando na sede em Curitiba.

Tecnoparque

A Hilab é uma das 112 startups da capital que integram o Tecnoparque, que geram 12,9 mil empregos e faturam R$ 4,98 bilhões. O programa municipal foi relançado em 2018 pelo prefeito Rafael Greca e até o ano passado garantiu R$ 124,1 milhões em investimentos para as empresas beneficiadas. 

“O Tecnoparque é uma importante ferramenta de política pública do município para impulsionar o crescimento das empresas, do mercado e do giro da economia”, salienta Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, órgão responsável pela gestão do programa municipal.

Além da Hilab também integram o programa empresas curitibanas como MadeiraMadeira, Positivo, Pelissari, Seccional, Olist, Contabilizei, Checkmob, Juno, Bcredi e James Delivery.

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