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Tecnoparque garante R$ 210 milhões em investimentos para startups e empresas de Curitiba

Mesmo com a pandemia, o programa Tecnoparque da Prefeitura vem garantindo recursos para startups e empresas de Curitiba investirem. Só em 2021 foram R$ 80 milhões que ficaram nos caixas das empresas por conta da desoneração oferecida com a redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS). Desde 2018, quando o Tecnoparque foi […]

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Guido Jackson, sócio fundador da empresa Anthor, tecnoparque. Curitiba, 19/01/2022. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Mesmo com a pandemia, o programa Tecnoparque da Prefeitura vem garantindo recursos para startups e empresas de Curitiba investirem. Só em 2021 foram R$ 80 milhões que ficaram nos caixas das empresas por conta da desoneração oferecida com a redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS).

Desde 2018, quando o Tecnoparque foi relançado pelo prefeito Rafael Greca, a desoneração soma R$ 210 milhões, montante que as empresas beneficiadas estão reinvestindo nos próprios negócios.

Todas as empresas enquadradas no Tecnoparque precisam aplicar os recursos no desenvolvimento de novos produtos e serviços, na implantação de processos inovadores e na contratação de mais funcionários.

O Tecnoparque é vinculado à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, órgão ligado ao município e responsável pela política de empreendedorismo do Vale do Pinhão, o movimento da Prefeitura e do ecossistema de inovação da capital.

Atualmente, 99 empresas são beneficiadas pelo programa da Prefeitura, que geram 15,6 mil empregos e faturam R$ 5,7 bilhões.

Entre as empresas e startups enquadradas no Tecnoparque estão Olist e MadeiraMadeira, dois dos três unicórnios curitibanos (startups avaliadas em US$ 1 bilhão), Doctoralia, Contabilizei, Hilab, Checkmob, James Delivery, Direção, Horizons, Rentcars, Send4, Anthor, Omnichat, BrBatel, Positivo Informática, Seccional, Quanta, Pelissari.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, destaca que o Tecnoparque é uma importante ferramenta de política pública do município para impulsionar o crescimento das empresas, do mercado e do giro da economia.

“Enquanto o município abre mão de uma parte do recolhimento do ISS em prol do crescimento econômico e social, as empresas usam os recursos na melhoria de processo, em novas contratações, na renovação da infraestrutura e no desenvolvimento de tecnologias inéditas”, argumenta Cris.

Exemplo

Em 2018, já no primeiro ano da retomada do Tecnoparque, a startup curitibana Anthor aderiu ao programa das Prefeitura para escalar sua solução tecnológica, um aplicativo que conecta varejos e indústrias a profissionais autônomos. A empresa nasceu com a missão de aproximar prestadores de serviço e empresas que precisam de profissionais, de forma flexível e sob demanda.

No modelo de negócio do Anthor, pessoas que desejam realizar pequenos serviços para supermercados em forma de complemento de renda se cadastram na plataforma e executam atividades às empresas parceiras –  seja para reposição de mercadorias em gôndolas, separação de produtos para e-commerce, contagem de estoque e “picking” (separação de produtos em supermercados para compra via aplicativo).

Segundo Guido Jackson, um dos fundadores da Anthor, a desoneração oferecida pelo Tecnoparque tem sido fundamental para o crescimento do negócio. “O Tecnoparque vem permitindo um crescimento estratégico, além da capacidade para crescer de forma sustentável, com geração de empregos e melhorias tecnológicas”, justifica ele, que tem como sócio Edouard Thomé.

Após ingressar no Tecnoparque, a Anthor já expandiu para três estados do país seus serviços e recebeu mais de R$ 7 milhões em aportes, em duas rodadas de investimento.

A startup curitibana se posiciona no mercado como um marketplace de mão de obra: a Anthor é uma “ponte”, onde de um lado estão pessoas que prestam serviços (inclusive, desempregados) e no outro um estabelecimento que precisa de um trabalho pontual. Por isso, inclusive, em 2021, a empresa se destacou na área de ESG – sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), pois vem promovendo inclusão social. Hoje, mais da metade dos funcionários são mulheres, representando 52% do quadro total. 

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